Como foi o mercado Lura?
- Lúcia Pires

- 15 de mar.
- 2 min de leitura
Atualizado: 19 de mar.
Texto, Edição e Fotografia: Lúcia Pires
Em meados de fevereiro deste ano aconteceu a tão esperada segunda edição do mercado Lura na Escola Superior de Tecnologia do Barreiro. A seguir de algum tempo sem nenhuma nova edição, este mercado voltou numa nova localização. A primeira edição ocorreu no Parque Catarina Eufémia em setembro de 2024, que só pude visitar como o meu primeiro mercado de arte porque era muito próximo da minha casa e foi o que me apresentou a mais mercados de arte que acontecem em Portugal.
Eu considero esta acessibilidade uma mais valia numa comunidade maioritariamente focada em Lisboa e Porto. Creio que muitas pessoas do Barreiro e do distrito de Setúbal (eu incluída) agradecem o aparecimento deste tipo de mercados nestes arredores, e ainda por cima de entrada livre! Ter de ir sempre a Lisboa para participar nestes eventos chega a ser um bocado chato, não só pela necessidade de acordar cedo, mas também por muitas pessoas estarem dependentes do transporte público para se mover para Lisboa. Nós sabemos a quantidade de greves e distúrbios que acontecem na CP e na Fertagus recentemente…

Bem, agora acerca do mercado em si…
Graças às tempestades que perturbaram Portugal no início de 2026 (que fizeram pifar a minha placa gráfica do PC e tablet de desenho, algo que é uma história para outro dia) esta edição foi puxada do dia 7 de fevereiro para dia 21, uma boa decisão da organização já que o mercado acabou por acontecer num dia bem agradável e cheio de sol, mesmo sendo num espaço coberto (ao contrário da primeira edição que foi num espaço exterior).

Participou um repertório de artistas com vários estilos artísticos, vendendo tanto obras originais como fanart de filmes, videojogos, anime, etc. O espaço escolhido dentro da escola estava bem organizado, arejado e sinceramente acho que poderiam ter colocado ainda mais artistas, já que havia algum espaço livre para mais umas bancas!

Fora da secção de venda no corredor que dava acesso ao espaço dos artistas, estava um espaço dedicado a Jogos Narrativos (os chamados TTRPGs), outro para decoração de postais que eram originalmente dedicados para o São Valentim, e uma faixa de papel onde qualquer pessoa podia desenhar o que quisesse. Também aconteceu um workshop acerca da técnica de bordado ponto-cruz para quem se tivesse inscrito previamente.
Os artistas foram todos muito amigáveis e graças a eles consegui uma pequena seleção de fotografias para partilhar com vocês das suas bancas. Recomendo não só os produtos que vendem nos mercados, mas também a arte deles que podem ver nas redes sociais associadas.
Espero que este mercado tenha sido bem-sucedido o suficiente para acontecer mais vezes, e quem sabe se calhar na próxima vez sou aceite como artista para ter uma mesa hehe.






















